A construção será feita por meio de uma concessão de 30 anos. Logo após a vitória no primeiro turno, Tarcísio prometeu entregar o Centro Administrativo em 2030.
O governo de São Paulo assinou na quinta-feira (22) o contrato de parceria público-privada (PPP) de R$ 6 bilhões com o Consórcio MEZ-RZK Novo Centro para a construção da nova sede administrativa do estado, na região central da capital. O contrato foi publicado no Diário Oficial nesta sexta-feira (23).
Uma das principais bandeiras de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o projeto prevê a transferência da sede administrativa do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para um complexo de prédios no entorno da Praça Princesa Isabel.
- Veja os prós e contras da transferência da sede do governo de SP do Morumbi para o Centro
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Cronograma das obras
Segundo o cronograma divulgado pelo governo, a primeira etapa após a assinatura do contrato será dedicada à elaboração dos planos da concessão, ao desenvolvimento dos projetos básico e executivo e à obtenção das licenças necessárias para a implantação do empreendimento.
A partir do terceiro ano, devem começar as obras das quadras 24 e 25, da área de urbanização e praça e das quadras 34, 46, 48 e 52. As primeiras entregas estão previstas para o quarto ano, quando também está programado o restauro dos imóveis tombados. A conclusão das demais quadras está prevista para o quinto ano.
Consórcio vencedor
O Consórcio MEZ-RZK Novo Centro venceu o leilão ao oferecer desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública, valor pago mensalmente pelo estado durante os 30 anos de concessão. O teto previsto era de R$ 76,6 milhões por mês. Com o desconto, o pagamento ficará em R$ 69,2 milhões mensais.
O consórcio é formado pelas empresas Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property.
A empresa também terá o direito de explorar comercialmente o espaço por 30 anos, incluindo estacionamentos, lojas, restaurantes e quiosques que serão erguidos no local.
A empresa vencedora é responsável pelas seguintes obras na área:
- Construir sete edifícios e dez torres para abrigar o gabinete do governador e 28 secretarias e órgãos estaduais;
- Restaurar 17 casarões tombados na região, que serão incorporados ao complexo;
- Realizar desapropriações e pagar indenização dos moradores;
- Operar, manter e gerir o complexo durante todo o contrato, incluindo serviços de limpeza, segurança e manutenção.
Atualmente, cerca de 22 mil servidores estaduais estão distribuídos em mais de 40 endereços na capital. A proposta é centralizar as estruturas em um único local, com redução de custos administrativos e modernização da gestão pública.
Mesmo com a mudança, o governador manterá a residência oficial no Palácio dos Bandeirantes.
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O projeto arquitetônico foi escolhido por meio de concurso público nacional organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-SP), que registrou recorde de inscrições. A proposta vencedora é do escritório Ópera Quatro Arquitetura, liderado por Pablo Chakur, que será responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo.
A nova estrutura ocupará quatro quadras entre a Rua Conselheiro Nébias e a Alameda Barão de Piracicaba. O complexo terá capacidade para cerca de 22 mil servidores e contará com teatro, auditórios, salas multiuso e outros espaços institucionais.
Os prédios terão fachadas ativas — com comércio e serviços no térreo — e estacionamentos subterrâneos. Ao todo, serão 25 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços.
Além dos prédios administrativos, o plano inclui:
- Construção de mais de 6 mil moradias na região central, sendo 55% destinadas à população de baixa renda;
- Ampliação e requalificação da Praça Princesa Isabel, que deve se transformar em um boulevard;
- Alargamento de calçadas e criação de trechos exclusivos para pedestres;
- Ampliação em mais de 40% da área verde do parque;
- Instalação de teatro, auditórios e espaços multiuso.
Ruas como Helvetia, Guaianases e Alameda Glete terão trechos destinados exclusivamente a pedestres. O Terminal Princesa Isabel será desativado e substituído pelo Terminal Luz, com conexão à Estação da Luz por meio de túnel em construção pela CPTM.
A estimativa do governo é que as obras gerem cerca de 38 mil empregos durante a fase de construção, prevista para terminar até 2030.
Desapropriações e impacto social
Para viabilizar o projeto, cerca de 230 imóveis residenciais deverão ser desapropriados. Aproximadamente 600 famílias foram mapeadas na área de intervenção, e parte delas já está cadastrada para indenização ou inclusão em projetos habitacionais.
A estimativa de gastos com desapropriações é de cerca de R$ 500 milhões. Parte da área é classificada como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), o que exige a previsão de habitação popular.
Por: Redação g1 SP — São Paulo

