Sobrevivente de Auschwitz e autora Edith Eva Eger morre aos 98 anos

Descrição da imagem: montagem em tom sépia. Ao fundo, uma fotografia de Edith Eva Eger Z’’L. Ela tem cabelos curtos, ondulados e loiros, e um leve sorriso. Edith usa brincos e uma roupa estampada com flores, parcialmente visível sob um lenço. No canto inferior da imagem, centralizado, está uma Estrela de Davi formada por pequenos pontos. Ao lado, está escrito, em marrom: “Em memória. Edith Eva Eger Z’’L.” Crédito: Museu Do Holocausto De Curitiba (Redes Sociais/Reprodução)

Psicóloga e escritora transformou sua história no Holocausto em mensagem de superação, memória e esperança.

O Museu do Holocausto de Curitiba comunicou, com pesar, o falecimento de Edith Eva Eger, aos 98 anos. Nascida em 29 de setembro de 1927, na Hungria, Edith foi uma das sobreviventes do Holocausto e construiu uma trajetória marcada pela resiliência e pelo compromisso com a memória histórica.

Ainda adolescente, aos 16 anos, foi deportada para o campo de concentração de Auschwitz junto com sua família. Seus pais foram assassinados nas câmaras de gás, e apenas ela e uma de suas irmãs sobreviveram.

Durante o período no campo, Edith protagonizou um episódio marcante ao ser obrigada a dançar “Danúbio Azul”, de Johann Strauss II, diante do oficial nazista Josef Mengele. Em troca, recebeu um pedaço de pão, que dividiu com outras prisioneiras — gesto que simboliza sua humanidade mesmo diante da brutalidade.

No final da guerra, sobreviveu a uma marcha da morte até a Áustria, sendo libertada por soldados norte-americanos em 1945. Anos depois, em 1949, imigrou para os Estados Unidos, onde se formou psicóloga e se tornou referência no tratamento de traumas e estresse pós-traumático.

Autora de obras que impactaram leitores ao redor do mundo, como A Bailarina de Auschwitz, Edith dedicou sua vida a compartilhar sua história como forma de educação e conscientização. Sua mensagem sempre ressaltou a importância da escolha, da esperança e da liberdade interior, mesmo diante das experiências mais extremas.

Edith Eva Eger deixa um legado de coragem e humanidade, sendo lembrada como uma voz fundamental na luta contra o esquecimento e todas as formas de intolerância.