Carnaval, paixão e imprudência: o que começa em clima de festa pode terminar no centro cirúrgico. Especialistas alertam para o aumento de um tipo de lesão grave que tem se tornado cada vez mais comum nos períodos festivos.
No carnaval passado, o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio, registrou um caso por dia de fratura peniana durante os cinco dias de folia, superando a média mensal de quatro ocorrências. Entre o Natal e o réveillon de 2025, foram oito casos em uma semana. O urologista Leandro Koifman, chefe do setor, explica que o pênis não tem osso, a fratura é a ruptura da túnica albugínea, camada fibrosa que envolve os corpos cavernosos durante a ereção. “É uma ruptura grave, dolorosa e que precisa de cirurgia imediata”, afirmou ao Globo.
O quadro clínico é clássico: durante a relação, o paciente ouve um estalo, sente dor intensa, perde a ereção e o pênis incha com aspecto arroxeado, chamado de “berinjela”. A cirurgia deve ser feita o quanto antes para evitar complicações como curvatura permanente e disfunção erétil. Após a operação, a alta é em 24 horas, mas o repouso sexual mínimo é de 30 dias. “Não dá para voltar para o bloco no dia seguinte”, resumiu Koifman.
O aumento nos períodos festivos está associado a mais encontros casuais, locais improvisados (como carros e banheiros) e consumo de álcool e drogas, que diminuem a percepção de risco. Posições como “mulher por cima” e “quatro apoios” são as mais relatadas. O hospital se consolidou como referência mundial com mais de 550 casos catalogados em 25 anos.
Por: Antonio de Sousa
Fonte: Diário do Centro Mundo

