Osasco São Cristóvão Saúde se despede de cabeça erguida da Superliga em batalha de cinco sets

Atletas do Osasco São Cristóvão Saúde em ação durante semifinal da Superliga Feminina na Arena UniBH. Crédito: Hedgard Moraes / Minas Tênis Clube

Equipe osasquense lutou da primeira a última bola na terceira e decisiva partida do playoff semifinal, mas acabou superada pelo Minas no tie-break

Osasco São Cristóvão Saúde se despede da temporada 2025/26 de cabeça erguida. Em um jogão, no terceiro e decisivo duelo do playoff semifinal, as osasquenses lutaram até a última bola, mas acabaram superadas em uma batalha de cinco sets, que terminou com a vitória do Gerdau Minas por 3 sets a 2, parciais de 22/25, 25/18, 25/22, 13/25 e 15/12, em 2h26min, na noite desta sexta-feira (24), na Arena UniBH, em Belo Horizonte. Se a final não veio, o torcedor reconheceu a qualidade e resiliência de um time que conquistou dois títulos (Supercopa e Copa Brasil) e a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Clubes.

“Claro que não foi o resultado que nós queríamos, nem o que trabalhamos tanto para conseguir, mas estou orgulhosa desse time, de todas as meninas e da comissão técnica comandada pelo Luizomar. E muito mais orgulhosa por vestir essa camisa por 18 anos. Fizemos um belo jogo, mas os detalhes decidiram para o lado do Minas, que tem muita qualidade. Estarei sempre junta com Osasco. Acredito nesse projeto. Acredito no Luizomar. Acredito no apoio de toda a cidade, da nossa torcida, da prefeitura e patrocinadores. E tenho certeza que outras finais e títulos virão para esse grande time, que tem uma grande história”, disse Camila Brait, que disputou sua última temporada com a camisa osasquense.

Com 32 acertos, Bianca Cugno foi a maior pontuadora da partida. “Uma pena não chegarmos na decisão. Disputamos três finais nesta temporada e ganhamos duas (a exceção foi o vice-sul-americano). Foi um saldo positivo e temos que nos orgulhar de tudo que esse grupo fez e que ainda vai fazer pelo vôlei e pela torcida de Osasco, que me encantou”, disse a oposta.

O jogo – Mais que os nove pontos de Bianca Cugno e as grandes defesas de Camila Brait – com direito a um ponto direto nesse fundamento – a força do conjunto e o foco fizeram o diferencial no primeiro set, especialmente nos momentos em que o Minas ameaçou encostar. Caitie montou o bloqueio simples no 14/12 e fez 18/14 após a líbero osasquense salvar duas bolas. Tifanny, na inversão, fez 22/21. Maira, que também veio do banco, marcou 24/22 com um ace. A vitória veio em mais uma pancada de Bianca: 25/22.

Osasco não conseguiu repetir o volume de jogo da parcial inicial. Após Bianca Cugno garantir a igualdade em 9/9 com um ace, Luizomar se viu forçado a pedir tempo para orientar sua equipe em uma reação. Isso ocorreu no 11/14 e 13/18. O treinador também promoveu as entradas de Valquíria, Tifanny e Mariana Sioto, as duas últimas na inversão. A esperada virada, contudo, não veio e as donas da casa fecharam por 25/18.

Tifanny entrou em quadra quando o placar indicava 0/3. A estratégia do treinador, de utilizar a oposta na ponta, se mostrou acertada para aumentar o poder ofensivo e resolver os problemas na virada de bola. Tifanny marcou quatro pontos seguidos (14/17 e 15/17 no ataque e 17/18 em um duplo com Larissa). Mayhara, com um ace, conseguiu a virada (19/18). O equilíbrio seguiu até a reta final. Tiffany ainda fez 21/21 e Bianca pontuou no 22/23. Nos detalhes, o Minas levou: 25/22.

Caitie Baird subiu o paredão e Osasco consolidou o melhor início de parcial do terceiro jogo da série semifinal: 7/2. Quando o Minas encostou, Tifanny desafogou (13/10). Larissa bloqueou no 16/11. Mayhara também barrou o ataque mineiro (21/13) e bateu uma indefensável bola de china (23/13). Na força e na garra, as osasquenses seguiram para empatar a partida em 2 a 2. O ponto final veio com mais um paredão, com Caitie fazendo 25/13.

Osasco começou o tie break com o “pé embaixo”. Tifanny abriu o placar e depois atacou para fazer 7/4. Bianca Cugno garantiu a virada de quadra (8/5). E justamente a mudança de lado não fez bem para as osasquenses. As donas da casa conseguiram empatar em 8/8, forçando Luizomar a pedir tempo. Larissa explorou o bloqueio no 9/9 e Bianca subiu o bloqueio no 10/10. O treinador parou o jogo quando o Minas virou e abriu (11/13). Caitie ainda atacou no 12/14, mas a equipe paulista não conseguiu reverter e o Minas fechou em 15/12.

Jogaram e marcaram para o Osasco São Cristóvão Saúde: Jenna Gray, Bianca Cugno (32), Maiara Basso (1), Caitie Baird (18), Larissa (8) , Mayhara (9) e a líbero Camila Brait. Entraram: Marina Sioto, Valquíria, Tifanny (13), Maira (1), Sophia. Técnico: Luizomar.

Jogaram e marcaram para o Gerdau Minas: Julia Nowicka (4), Maria Khaletskaya (18), Thaisa (9), Julia Kuddies (10), Pri Daroit (9), Hilary Johnson (22) e a líbero Nyeme. Entraram: Fran (1), Larissa, Glayce (3), Ana Rudiger. Técnico: Lorenzo Pintus.

Superliga 2025/26

Semifinal

– 13/04 – Gerdau Minas 1 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

– 17/04 – Osasco São Cristóvão Saúde 0 x 3 Gerdau Minas

– 24/04 – Gerdau Minas 3 x 2 Osasco São Cristóvão Saúde

Quartas de final

– 30/03 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 0 Fluminense

– 02/04 – Fluminense 0 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

Fase de classificação

Primeiro Turno

– 22/10 – Tijuca Tênis Clube 2 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

– 25/10 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 0 Renasce Sorocaba

– 30/10 – Brasília Vôlei 1 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

– 07/11 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 0 Batavo Mackenzie

– 13/11 – Sancor Maringá Vôlei 1 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

– 17/11 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 0 Flor de Ypê Paulistano Barueri

– 24/11 – Osasco São Cristóvão Saúde 0 x 3 Sesc RJ Flamengo

– 28/11 – Fluminense 3 x 2 Osasco São Cristóvão Saúde

– 04/12 – Osasco São Cristóvão Saúde 2 x 3 Gerdau Minas

– 18/12 – Dentil/Praia Clube 3 x 0 Osasco São Cristóvão Saúde

– 22/12 – Sesi Vôlei Bauru 0 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

Segundo Turno

– 08/01 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 0 Tijuca Tênis Clube

– 12/01 – Renasce Sorocaba 1 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

– 17/01 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 2 Brasília Vôlei

– 27/01 – Sesc RJ Flamengo 3 x 0 Osasco São Cristóvão Saúde

– 31/01 – Batavo Mackenzie 1 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

– 05/02 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 1 Sancor Maringá Vôlei

– 10/02 – Flor de Ypê Paulistano Barueri 1 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

– 06/03 – Osasco São Cristóvão Saúde 2 x 3 Fluminense

– 12/03 – Gerdau Minas 1 x 3 Osasco São Cristóvão Saúde

– 20/03 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 1 Dentil/Praia Clube

– 24/03 – Osasco São Cristóvão Saúde 3 x 0 Sesi Vôlei Bauru

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Atletas do Osasco São Cristóvão Saúde em ação durante semifinal da Superliga Feminina na Arena UniBH.
Crédito: Hedgard Moraes / Minas Tênis Clube