Operação apura esquema de corrupção e fraudes tributárias na região de Osasco

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo atua desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, em conjunto com o Ministério Público, colaborando com as investigaçõe

Investigação conduzida pelo Ministério Público com apoio da secretaria estadual de Fazenda e das polícias cumpre mandados em quatro cidades e afasta quatro agentes fiscais e um vice-prefeito.

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo atua nesta sexta-feira (13), juntamente com o Ministério Público e as Polícias Civil e Militar de São Paulo, nas investigações da Operação Mágicos de Oz, destinada ao cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista. Até o início da tarde os agentes haviam apreendido mais de R$ 170 mil em espécie, celulares, notebooks e documentos que podem auxiliar no avanço das investigações.

O Ministério Público do Estado de São Paulo conduz a operação, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O foco é desarticular um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro instalado na Delegacia Regional do Trabalho (DRT-14), de Osasco, identificado durante investigação iniciada a partir da Operação Ícaro.

A investigação aponta a existência de uma estrutura que utilizava pessoas para recebimento de propina por agentes públicos, com posterior movimentação de valores ilícitos e ocultação patrimonial. Para ocultar a origem do dinheiro, os valores eram repassados a terceiros ligados ao esquema, que ficavam responsáveis por receber, movimentar e ocultar os recursos obtidos de forma ilícita.

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Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária, além de ter sido determinado o afastamento de quatro agentes fiscais de renda de suas funções, bem como o afastamento do cargo do vice-prefeito de Tupi Paulista.

Durante as diligências realizadas por equipes do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) na cidade de Valinhos, um auditor fiscal foi preso em cumprimento a mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. No imóvel onde ele estava foram encontrados R$ 10,8 mil, além de aparelhos eletrônicos e dispositivos de armazenamento de dados.

Em outro endereço, os policiais militares apreenderam R$ 39,5 mil em dinheiro, dois notebooks e documentos. Já em uma residência de alto padrão no município de Valinhos foram localizados R$ 122,3 mil em espécie, celulares e equipamentos de informática.

Como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), a Sefaz-SP, por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp), tem atuado em diversas frentes e operações de combate à sonegação fiscal, à lavagem de dinheiro e a ilícitos contra a ordem tributária, em conjunto com os órgãos responsáveis pela operação realizada nesta sexta.

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo atua desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, em conjunto com o Ministério Público, colaborando com as investigações.

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Atualmente, estão em andamento 33 procedimentos administrativos com a finalidade de verificar possíveis envolvimentos de servidores em práticas ilícitas, com possibilidade de demissão. A Sefaz reitera seu compromisso com os valores éticos e com a justiça fiscal, repudiando qualquer ato ou conduta ilícita e comprometendo-se com a apuração de eventuais desvios, nos estritos termos da lei.

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Por: Agência SP