Ferran Torres marca na prorrogação, garante o segundo título mundial da Fúria e coloca fim ao sonho argentino em uma final marcada pelo amplo controle espanhol.
Depois de pressionar durante praticamente toda a decisão, a Espanha encontrou o gol da vitória apenas na prorrogação. Ferran Torres decidiu a final, garantiu o bicampeonato mundial para a Fúria e encerrou a campanha da Argentina, que terminou a competição com o quarto vice-campeonato de sua história.
A Espanha conquistou o título da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O gol histórico foi marcado por Ferran Torres, que aproveitou assistência de Nico Williams no início do segundo tempo da prorrogação para garantir o segundo título mundial da seleção espanhola.
A conquista coroou uma campanha marcada pelo domínio técnico, pela posse de bola e pela consistência coletiva da equipe comandada por Luis de la Fuente. Durante os 120 minutos da decisão, a Espanha controlou praticamente todas as ações ofensivas, finalizou mais de vinte vezes e obrigou Emiliano Martínez a realizar diversas defesas importantes.
Já a Argentina resistiu enquanto conseguiu, mas encontrou enormes dificuldades para criar oportunidades. A equipe de Lionel Scaloni passou todo o tempo regulamentar sem finalizar ao gol e ainda terminou a partida com um jogador a menos após a expulsão de Enzo Fernández no fim do segundo tempo.
Espanha domina desde o início
A decisão começou com amplo controle espanhol. Logo nos primeiros minutos, Lamine Yamal encontrou espaços pelo lado direito e levou perigo em duas investidas consecutivas, obrigando Dibu Martínez a trabalhar cedo.
Com circulação intensa da bola, a Espanha controlava a posse e empurrava a Argentina para seu campo defensivo. A equipe buscava infiltrações constantes com Dani Olmo, Oyarzabal e Yamal, enquanto Rodri comandava a organização do meio-campo.
Apesar do domínio territorial, a forte marcação argentina impedia a criação de oportunidades claras durante boa parte da etapa inicial.
Nos minutos finais do primeiro tempo, a Espanha voltou a acelerar e criou sua melhor oportunidade em bela troca de passes que terminou com finalização de Oyarzabal defendida por Dibu Martínez.
Do outro lado, Lionel Messi pouco participou da partida e a Argentina terminou os primeiros 45 minutos sem conseguir finalizar sequer uma vez.
Pressão aumenta no segundo tempo
Na volta do intervalo, Lionel Scaloni promoveu mudanças para tentar equilibrar a partida, mas o panorama permaneceu praticamente o mesmo.
A Espanha seguiu pressionando com intensidade e empilhando oportunidades. Dani Olmo, Ferran Torres e Lamine Yamal obrigaram Emiliano Martínez a trabalhar diversas vezes.
Mesmo encontrando dificuldades para transformar o domínio em gols, a equipe espanhola manteve o controle emocional e seguiu insistindo na troca rápida de passes e nas inversões de jogo.
A Argentina apostava em lançamentos para Messi e Simeone, mas encontrava enorme dificuldade diante da marcação espanhola.
Nos minutos finais do tempo regulamentar, Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso, deixando os argentinos com um jogador a menos para disputar toda a prorrogação.
Gol do título sai na prorrogação
Com vantagem numérica, a Espanha aumentou ainda mais a pressão. Logo na primeira etapa da prorrogação, Nico Williams e Merino desperdiçaram grandes oportunidades diante do goleiro argentino.
A insistência finalmente foi recompensada no início do segundo tempo do tempo extra
Após bela jogada construída pelo lado esquerdo, Lamine Yamal encontrou Nico Williams dentro da área. O atacante escorou para Ferran Torres, que apareceu livre e acertou um chute forte de perna esquerda, sem qualquer possibilidade de defesa para Emiliano Martínez. O gol premiava a equipe que mais buscou a vitória durante toda a decisão.

Ferran Torres comemora gol da Espanha sobre a Argentina na final da Copa do Mundo (Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach
Argentina tenta reagir, mas Espanha confirma o bicampeonato
Depois do gol sofrido, a Argentina tentou aumentar a intensidade ofensiva e lançou todos os jogadores possíveis ao ataque.
Mesmo desgastados fisicamente, os argentinos buscaram cruzamentos e bolas paradas nos minutos finais, mas encontraram uma defesa espanhola organizada e segura.
A Espanha controlou os minutos derradeiros da decisão, administrou a vantagem e confirmou a conquista do bicampeonato mundial diante de um adversário que pouco conseguiu produzir ofensivamente.
Rodri é eleito o melhor jogador da Copa
Além do título, a seleção espanhola também terminou o Mundial com um dos principais destaques individuais da competição.
O volante Rodri recebeu o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 após comandar o meio-campo espanhol durante toda a campanha, sendo peça fundamental na organização da equipe campeã.

Messi encerra mais uma campanha histórica
Lionel Messi encerrou aquela que pode ter sido sua última participação em Copas do Mundo com mais um vice-campeonato.
Mesmo após uma campanha brilhante durante o torneio, o camisa 10 encontrou enorme dificuldade diante da marcação espanhola e teve atuação discreta na decisão. A Argentina encerra o Mundial como vice-campeã pela quarta vez em sua história.

Confusão após o apito final
Logo após o encerramento da partida, jogadores das duas seleções protagonizaram um princípio de confusão no gramado.
O desentendimento começou durante as comemorações espanholas e rapidamente reuniu atletas de ambos os lados. A situação foi controlada pelas comissões técnicas e pela arbitragem, sem consequências mais graves.

Espanha encerra o Mundial no topo
O bicampeonato confirma a excelente geração espanhola e consolida o trabalho desenvolvido por Luis de la Fuente.
Com futebol dominante, posse de bola eficiente, organização tática e enorme qualidade técnica, a Espanha encerra a Copa do Mundo de 2026 como a melhor seleção do torneio e chega fortalecida para defender seu título no Mundial de 2030, que terá justamente Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais.


