Evento em Franca destaca inovação no setor cafeeiro e aposta no crescimento do café canephora em São Paulo.
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP), participou da 6ª Alta Café – Feira de Negócios e Tecnologia da Alta Mogiana, realizada entre os dias 24 e 26 de março, no Clube de Campo de Franca, reunindo produtores, técnicos e representantes do setor cafeeiro.
O evento cumpriu seu objetivo de promover um ambiente de negócios voltado aos cafeicultores da região, destacando a relevância econômica da atividade. Com o conceito “da semente à xícara”, a programação integrou diferentes etapas da cadeia produtiva do café, envolvendo propriedades rurais, indústria, comércio, serviços e o turismo rural dos 23 municípios da Alta Mogiana.
Durante a feira, a CATI realizou o lançamento do boletim técnico “CATI Responde 66”, dedicado à cultura do café canephora. “Além do tradicional estande para atendimento a produtores, na Alta Café 2026, realizamos o lançamento do CATI Responde Canephora, mais um material estratégico para a disseminação de conhecimento sobre a cafeicultura paulista”, destacou o chefe de divisão da CATI Regional Franca, Geraldo Nascimento Junior.
A publicação está disponível gratuitamente para acesso on-line, por meio do site oficial da instituição.
Sobre o canephora
O cultivo de variedades canephora (conilon e robusta) segue em expansão como alternativa viável e rentável para a diversificação das propriedades rurais no Estado de São Paulo. Segundo o diretor da CATI, Ricardo Pereira, o lançamento do boletim reforça o compromisso da instituição com a difusão de conhecimento técnico atualizado.
“Atualmente, a espécie canephora representa cerca de 40% da produção mundial de café e aproximadamente 30% do cultivo cafeeiro no Brasil. A procura por suas variedades tem aumentado, especialmente por suas características de bebida mais encorpada e menor acidez. Além disso, o preço pago ao produtor está próximo ao do arábica, e sua maior produtividade torna o cultivo uma alternativa atrativa”, ressaltou Geraldo Nascimento Junior.
A participação da CATI na feira reforçou o papel da instituição no apoio ao desenvolvimento sustentável da cafeicultura paulista, promovendo inovação, orientação técnica e fortalecimento do setor.



Por: Juan Piva

