Psicóloga e escritora transformou sua história no Holocausto em mensagem de superação, memória e esperança.
O Museu do Holocausto de Curitiba comunicou, com pesar, o falecimento de Edith Eva Eger, aos 98 anos. Nascida em 29 de setembro de 1927, na Hungria, Edith foi uma das sobreviventes do Holocausto e construiu uma trajetória marcada pela resiliência e pelo compromisso com a memória histórica.
Ainda adolescente, aos 16 anos, foi deportada para o campo de concentração de Auschwitz junto com sua família. Seus pais foram assassinados nas câmaras de gás, e apenas ela e uma de suas irmãs sobreviveram.
Durante o período no campo, Edith protagonizou um episódio marcante ao ser obrigada a dançar “Danúbio Azul”, de Johann Strauss II, diante do oficial nazista Josef Mengele. Em troca, recebeu um pedaço de pão, que dividiu com outras prisioneiras — gesto que simboliza sua humanidade mesmo diante da brutalidade.
No final da guerra, sobreviveu a uma marcha da morte até a Áustria, sendo libertada por soldados norte-americanos em 1945. Anos depois, em 1949, imigrou para os Estados Unidos, onde se formou psicóloga e se tornou referência no tratamento de traumas e estresse pós-traumático.
Autora de obras que impactaram leitores ao redor do mundo, como A Bailarina de Auschwitz, Edith dedicou sua vida a compartilhar sua história como forma de educação e conscientização. Sua mensagem sempre ressaltou a importância da escolha, da esperança e da liberdade interior, mesmo diante das experiências mais extremas.
Edith Eva Eger deixa um legado de coragem e humanidade, sendo lembrada como uma voz fundamental na luta contra o esquecimento e todas as formas de intolerância.

