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Mais de 98% dos paulistanos adultos têm anticorpos contra covid-19

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A oitava e última etapa do Inquérito Soroepidemiológico Seriado para Monitorar a Prevalência da Infecção por SARS-CoV-2 no município de São Paulo (SoroEpi MSP) mostrou que 98,2% da população adulta paulistana já tem anticorpos contra o vírus da covid-19. As amostras foram coletadas no período de 31 de março a 9 de abril.

O  projeto, que monitorou a frequência de indivíduos com anticorpos contra o novo coronavírus, foi uma colaboração entre cientistas e médicos com financiamento do Grupo Fleury, Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria, Instituto Semeia e Todos pela Saúde.

“Desde que a vacinação continue no ritmo atual, é provável que a pandemia na cidade de São Paulo continue em trajetória descendente, mas não em número de casos, que ainda vão subir várias vezes. Para os epidemiologistas, normalmente, deverão ocorrer de dois a três picos por ano”, disse o biólogo Fernando Reinach, um dos responsáveis pelo projeto. Segundo Reinach, a trajetória é descendente no sentido de não haver hospitais superlotados, grande de pessoas internadas, nem grande número de mortes.

O trabalho revelou que 79,1% dos paulistanos adultos já se infectaram com a doença. Na etapa anterior, o percentual era de 52,8%. Sobre este dado, que identifica a presença de anticorpos contra a nucleoproteína do vírus, a pesquisa mostrou que há mais casos entre a população de baixa renda. Enquanto 72% dos paulistanos de maior renda contraíram o vírus, 84,7% dos que têm menor renda foram infectados. 

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“Visto desde a Fase 2, esse resultado permaneceu. As pessoas que moram nas regiões mais pobres da cidade têm mais dificuldade de se proteger contra o vírus, são obrigadas a viver onde a infecção é mais fácil. A diferença foi diminuindo, variou, mas existiu desde o começo”, acrescentou Reinach.

O estudo indica ainda que 96,3% da população adulta têm anticorpos neutralizantes contra a variante original. Contra a variante Ômicron, são 83,1%. “Nossos resultados anteriores sempre mostraram que nossos números eram três, quatro, cinco vezes maiores que o dos casos registrados, o que é de se esperar, porque têm muito caso assintomático, ou com poucos sintomas, [em] que [a pessoa] não vai ao hospital. De praticamente 2 milhões que tem hoje [casos confirmados na cidade], são de pessoas testadas, que foram ao hospital”, disse o biólogo.

Na etapa atual da pesquisa, 98,2% dos participantes disseram ter tomado pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19 e 91% afirmaram ter recebido duas ou três doses do imunizante. O percentual de pessoas que não tomaram nenhuma dose é 1,8%. Para Reinach, a missão dos governos agora deve ser diminuir ainda mais o percentual e elevar todo mundo para pelo menos três doses.

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Metodologia

A metodologia aplicada no estudo dividiu a cidade em dois segmentos, com distritos de maior renda e de menor renda, esses estratos representam, cada um, metade da população adulta residente no município.

Os níveis de anticorpos anti SARS-CoV-2 (IgG e IgM) foram medidos usando um método de quimioluminescência, da marca Abbott Architect, e um segundo teste de eletroquimioluminescência, Ig total), do laboratório Roche. Os anticorpos neutralizantes, por sua vez, foram medidos usando o teste cPass SARS-CoV-2 Neutralization Antibody Kit, da Genzyme Inc.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Com baixa cobertura, vacinação contra gripe segue em São Paulo

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A cobertura vacinal contra a gripe na capital paulista está em 55%, segundo dados divulgados pela prefeitura no dia 21 de junho. Para alcançar a meta de 90%, a vacinação segue no município. Na semana passada, as doses do imunizante passaram a ser disponibilizadas para toda a população acima de seis meses de idade. Também estão disponíveis vacinas contra sarampo e poliomielite para crianças menores de 5 anos.

Os imunizantes fazem parte do calendário de multivacinação. As doses contra o sarampo são para crianças acima de 6 meses e menores de 5 anos de idade, além dos trabalhadores da saúde e pessoas nascidas a partir de 1960. As doses contra sarampo e covid-19 não podem ser aplicadas no mesmo dia no caso de crianças com idade entre 5 e 11 anos. A orientação é priorizar a vacina da covid-19 e um intervalo de 15 dias entre as doses.

Para poliomielite, estão aptas as crianças menores de cinco anos, sem histórico vacinal ou com esquema vacinal incompleto, além de adolescentes até 19 anos nas mesmas condições. Também podem se vacinar contra a poliomielite viajantes, imigrantes e refugiados de países endêmicos ou em surto, de qualquer idade, sem registro de aplicação. 

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As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas. A Secretaria Municipal de Saúde recomenda a apresentação de um documento de identificação com foto e da carteirinha de vacinação.   

A campanha de multivacinação para o público infantil disponibiliza ainda os seguintes imunizantes: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), BCG, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), pneumo 10, rotavírus, meningo C, meningo ACWY, varicela, hepatites A e B, febre amarela, DTP (difteria, tétano e coqueluche), dupla adulto, HPV e pneumo 23. 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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